O Haiti e a ética nas Relações Internacionais (II)
Por José Ruy Pimentel de Castro
Nesse dia 31/03, o site do jornal O Globo publicou a notícia de que a ONU havia recebido apenas 48% dos recursos destinados ao Haiti e que os países tem sido lentos em contribuir. Essas informações foram noticiadas um pouco antes da conferência coorganizada pelo Brasil na sede da ONU em Nova Iorque. O que se configurou com a conferência, até o presente momento, foi que o Brasil, que já contribuiu com 167 milhões, pretende ajudar com mais 172 milhões, os EUA ajudarão com 1,15 bilhão, o Banco Mundial sinalizou ajuda de 479 milhões, a Alemanha, 240 milhões e a França, 180 milhões.
É interessante notar a pequena contribuição financeira francesa diante de sua parcela de responsabilidade pelas debilidades históricas encontradas no Haiti, principalmente em suas instituições.
O objetivo da conferência é o de conseguir a cifra de US$3,8 bilhões para o desenvolvimento e recuperação do Haiti. Em breve veremos se, diante do alcance ou não da quantia almejada, a comunidade internacional se mostrará realmente comprometida com a reconstrução do Haiti ou se se mostrará guiada pela “confusão de espíritos” de Milton Santos, agindo cada vez menos conforme o tempo se põe entre o presente e o fatídico dia da ocorrência do terremoto em janeiro, pensando já ter feito o suficiente para ter sua imagem preservada como ajudador da nação haitiana e dando de ombros para mais ajuda, pois o tempo tratou de tirar as notícias da catástrofe dos noticiários como se essa fosse mais uma notícia dentre tantas outras esquecidas ao longo do tempo por aqueles que assistem à sua televisão sentados do conforto de seus sofás.
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José Ruy P. de Castro
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