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      <title>Gates: Ação militar americana sobre a Líbia seria “tiro no pé”</title>
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      <pubDate>Fri, 4 Mar 2011 02:52:24 -0300</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.politicaglobal.com/politicaglobal/Home/Entradas/2011/3/4_Gates__A%C3%A7%C3%A3o_militar_americana_sobre_a_L%C3%ADbia_seria_%E2%80%9Ctiro_no_p%C3%A9%E2%80%9D_files/kadafi.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.politicaglobal.com/politicaglobal/Home/Media/object024.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:160px; height:118px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Menos mal que o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse dias atrás que &amp;quot;deveria ter a cabeça examinada&amp;quot; quem aconselhasse a Casa Branca a &amp;quot;mandar um grande contingente&amp;quot; para regiões conturbadas no Oriente Médio e na África. Nem grande nem pequeno, é o caso de corrigir, diante da notícia de que Washington decidiu deslocar para perto da costa líbia forças navais e aéreas acantonadas no Mediterrâneo, no Mar da Arábia e no Golfo Pérsico. Além disso, começou a examinar com os seus aliados da Otan estratégias para apressar o fim do regime do coronel Muamar Kadafi, que já perdeu para a insurreição popular desatada há menos de três semanas o controle de cerca de 80% do território, onde se localizam os seus principais campos petrolíferos.&lt;br/&gt;Na segunda-feira, ao participar em Genebra da reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU convocada para suspender a Líbia do organismo e abrir uma investigação sobre as violências da ditadura contra a população desde o início do levante - segundo as estimativas, morreram entre mil e 2 mil civis -, a secretária de Estado Hillary Clinton anunciou que &amp;quot;todas as opções estão na mesa&amp;quot;, para não excluir de saída uma intervenção armada na Líbia. Mas fez questão de acrescentar que nenhum dos governos com os quais vem conversando coloca a opção militar &amp;quot;no topo da lista&amp;quot; e que o deslocamento das forças americanas tem a finalidade de dar eventual apoio logístico a missões humanitárias na Líbia.&lt;br/&gt;Que assim seja. O uso de força estrangeira contra Kadafi deitaria a perder tudo o que, na batalha dos valores, os EUA ganharam - sem mover um único dedo - com o vendaval democrático que percorre o mundo árabe, semeando na região uma metamorfose política quem sabe comparável ao desmoronamento do Império Otomano, após a 1.ª Guerra Mundial. Na Tunísia, Egito, Líbia, Iêmen, Jordânia, Marrocos, Bahrein e agora em Omã em nenhum momento se repetiu o ritual até então indissociável das manifestações da chamada rua árabe - a queima de bandeiras americanas. E, em todos esses países, as multidões teriam motivos para denunciar o apoio ocidental às tiranias contra as quais se ergueram.&lt;br/&gt;Em Washington se ouve que a movimentação ordenada pelo governo teria por objetivo, como se fala no Brasil, &amp;quot;botar pressão&amp;quot; sobre o regime líbio atingido desde o último fim de semana por uma sequência de sanções diplomáticas, econômicas e militares, em vias de serem ampliadas pela ONU. Um dos próximos passos poderia ser a abertura de processo contra Kadafi no Tribunal Penal Internacional - criado, ironicamente, contra a vontade dos EUA - por crimes contra a humanidade. A mobilização dos recursos armados norte-americanos na área não se dá, portanto, por nenhum daqueles motivos que levariam seus autores a &amp;quot;ter a cabeça examinada&amp;quot;, como diria o secretário Robert Gates - mesmo porque, uma intervenção armada seria tudo que o isolado Kadafi precisa para se aferrar heroicamente ao poder, em defesa de sua proclamada revolução anti-imperalista, infundir ânimo novo nos seus partidários e comprovar a sua litania de que o Ocidente incentiva a guerra civil na Líbia para se apropriar do seu petróleo.&lt;br/&gt;As democracias já têm muito a fazer pelo povo líbio para dar munição ao coronel. Há uma brutal crise humanitária a ser enfrentada nas fronteiras do país com a Tunísia e o Egito, para onde convergem legiões de refugiados. E, se se trata de apoiar os combatentes líbios pela democracia, o desembarque maciço de víveres, medicamentos e hospitais de campanha, em portos como Benghazi e Tobruk, é incomparavelmente melhor do que exibir o revólver. Armas, só a pedido de um governo provisório na Líbia libertada - que ainda não se formou e, depois, precisará ser reconhecido pela comunidade internacional. A invasão americana do Iraque, em 2003, varreu da mesa a opção por ações unilaterais. A ajuda à liquidação da tirania do ensandecido Muamar (&amp;quot;o povo me ama&amp;quot;) Kadafi exige o respaldo da ONU e a aquiescência da Liga Árabe e da União Africana. A alternativa será um tiro no pé.</description>
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      <title>Programa nuclear brasileiro coloca Argentina em alerta</title>
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      <pubDate>Sun, 13 Feb 2011 17:26:59 -0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.politicaglobal.com/politicaglobal/Home/Entradas/2011/2/13_Programa_nuclear_brasileiro_coloca_Argentina_em_alerta_files/DILMA-ARGENTINA.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.politicaglobal.com/politicaglobal/Home/Media/object000.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:160px; height:118px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;A Argentina acendeu um &amp;quot;sinal amarelo&amp;quot; em relação aos rumos do programa nuclear brasileiro, disseram altos diplomatas do país vizinho à embaixada dos EUA em Buenos Aires, em dezembro de 2009.&lt;br/&gt;O encontro foi relatado pelos americanos em telegrama divulgado ontem pela organização WikiLeaks (&lt;a href=&quot;http://www.wikileaks.ch/&quot;&gt;www.wikileaks.ch&lt;/a&gt;).&lt;br/&gt;Os argentinos citaram entre os motivos de preocupação a aproximação do governo brasileiro com o Irã e declarações de acadêmicos e ex-funcionários brasileiros lamentando a desvantagem do país em relação aos outros membros do Bric (Rússia, Índia e China), que contam com a bomba.&lt;br/&gt;Mas disseram que não estavam &amp;quot;demasiadamente preocupados&amp;quot; nem acreditavam que o Brasil viria a romper acordos internacionais e bilaterais para produzir armas atômicas.&lt;br/&gt;O grupo reclamou da compra de armas pelo Brasil e do ministro da Defesa Nelson Jobim, que teria &amp;quot;influência excessiva&amp;quot; no governo Lula e havia feito uma palestra na Argentina sem coordenar com o governo local.&lt;br/&gt;Disse esperar que o sucessor de Lula adotasse políticas menos &amp;quot;controvertidas&amp;quot; nos setores de defesa e relações exteriores.&lt;br/&gt;A conversa ocorreu pouco depois da visita ao Brasil do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, em novembro de 2009.&lt;br/&gt;Naquele mês, a diplomacia brasileira se absteve em moção contra Teerã na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).&lt;br/&gt;A apreensão argentina já era conhecida -no país vizinho, iranianos são acusados do atentado à associação judaica Amia, em 1994.&lt;br/&gt;O Brasil tentou aplacá-la com a garantia de que não haveria associação atômica com o Irã e com a intensificação da colaboração com a Argentina nessa área.&lt;br/&gt;No ano passado, foi assinada declaração bilateral que promete &amp;quot;aperfeiçoar&amp;quot; a Abaac, a agência de inspeções nucleares mútuas.&lt;br/&gt;Há duas semanas, na visita da presidente Dilma Rousseff a Buenos Aires, houve um acordo para a elaboração conjunta do projeto de reatores para fins de pesquisa e produção de isótopos usados na medicina.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;PROTOCOLO ADICIONAL&lt;br/&gt;No despacho vazado pelo WikiLeaks, foi discutida a resistência brasileira a assinar o Protocolo Adicional do TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear), que permitiria inspeções mais abrangentes da AIEA nas instalações atômicas do país.&lt;br/&gt;Instados pelos americanos, os argentinos confirmaram que, assim como a AIEA, não têm acesso às centrífugas de enriquecimento de urânio brasileiras.&lt;br/&gt;Mas disseram que também não pretendem assinar o protocolo sem o Brasil, argumentando que tal pressão seria &amp;quot;contraprodutiva&amp;quot;.&lt;br/&gt;Em outro telegrama, publicado em janeiro, americanos sugeriam que a melhor estratégia para levar o Brasil a aderir ao instrumento seria convencer a Argentina a fazê-lo antes.</description>
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      <title>Confira 16 países onde conflitos podem eclodir em 2011</title>
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      <pubDate>Wed, 5 Jan 2011 00:43:00 -0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.politicaglobal.com/politicaglobal/Home/Entradas/2011/1/5_Confira_16_pa%C3%ADses_onde_conflitos_podem_eclodir_em_2011_files/00001.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.politicaglobal.com/politicaglobal/Home/Media/object000.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:160px; height:118px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Além do Oriente Médio, das Coreias e do Irã - pontos já tradicionais de problemas geopolíticos -, dezenas de zonas de tensão política e social se espalham pelos continentes no início da segunda década do século XXI. A partir desse quadro e com base em dados do International Crisis Group, a revista Foreign Policy elaborou uma lista de 16 países que passam por uma situação delicada e que, no decurso de 2011, podem se ver em meio à eclosão de conflitos de proporções mais graves.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Costa do Marfim As eleições de outubro são a chave para o 2011 da Costa do Marfim, que segue dividida entre os candidatos que se proclamam vencedores do pleito: Laurent Gbagbo, que assumiu a Presidência, respaldado por setores do Exército e pelo Conselho Constitucional; e Alassane Outtara, antigo premiê, defendido pela comunidade internacional. A disputa perdura, e o país fica à beira do conflito: a ONU reportou desaparecimentos e estupro, e ao menos 20 pessoas já morreram.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Colômbia O presidente Juan Manuel Santos empreendeu reformas e buscou a reaproximação com Equador e Venezuela, mas o problema das guerrilhas permanece um desafio. Apesar de avanços, as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc) ainda possuem 8 mil soldados, enquanto outros grupos ocupam o mercado do tráfico e fazem aumentar a violência: a taxa de homicídios em Medellín, segunda maior cidade, cresceu mais de 100% no último ano. O pedido de paz pode não se concretizar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Zimbábue Governado pela frágil aliança entre antigos rivais, o Zimbábue também começa 2011 em meio a disputas eleitorais. De um lado está Robert Mugabe, que há tempos mantém a presidência; de outro, Morgan Tsvangirai, o premiê e lider oposicionista. A coalizão, que é de 2009, poderia acabar com um novo pleito, mas divergências emperram o avanço: Mugabe quer eleições para renovar toda a estrutura política, e Tsvangirai espera passar a votação de uma nova constituição.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Iraque  Invadido pelos EUA em 2003, o Iraque passou anos da última década mergulhado na violência. Agora, à medida que as ruas parecem mais seguras, a arena política mostra seus riscos. Após nove meses, o novo governo foi finalizado em dezembro, mas é fraco. Enquanto políticos demoram a tomar as rédeas, teme-se que as mesmas voltem à insurgência - seja por fraqueza das forças de segurança, seja pela influência de vizinhos, como o Irã, que há tempo presta apoio a xiitas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Venezuela Em 2010, o presidente Hugo Chávez e seu partido perderam o controle da Câmara, mas essa derrota, que poderia frear os projetos do governo, pode perder significância depois que a Assembleia Nacional concedeu temporariamente a Chávez o direito de governar por meio de decretos. Enquanto isso, a violência urbana cresce, o país se torna um corredor para o tráfico internacional de drogas, e forças de segurança pública se veem acusadas de corrupção.&lt;br/&gt;Sudão Após duas décadas de guerra, o Sudão assinou em 2005 o Tratado de Naivasha, que punha fim ao conflito. Desde então, a paz vem sendo testada, e em 9 de janeiro um capítulo decisivo será escrito com a realização do referendo sobre a autonomia da região sul. O &amp;quot;sim&amp;quot; deve vencer, e se espera que o resultado seja aceito. No entanto, caso o resultado não venha a ser bem aceito, teme-se a volta do antigo conflito entre Norte e Sul.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;México O presidente Felipe Calderón declarou guerra aos carteis de drogas, mas o conflito já matou mais de 30 mil pessoas. A tensão é maior na fronteira com os Estados Unidos, onde grupos lutam pelo controle do tráfico que dá acesso comercial às grandes áreas metropolitanas americanas. Em 2010, temendo mais retaliações, um jornal publicou uma carta perguntando o que era permitido publicar. A situação parece longe de qualquer solução.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Guatemala  A luta pelo controle do lucrativo tráfico na fronteira mexicana com os EUA levou a violência à vizinha Guatemala. Dotada de um Estado fraco e de instituições frágeis, a sociedade guatemalteca pode ter de enfrentar em 2011 as repercussões da guerra das drogas no próprio solo. No final de 2010, ações policiais foram empreendidas para tentar retomar o controle de regiões próxima ao México.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Haiti Para os haitianos, janeiro não será somente o mês do aniversário de um ano do terremoto de 2010, que devastou o mais pobre país do mundo ocidental. Neste mesmo mês, o país volta às urnas para finalizar um conturbado processo eleitoral que define o governo que terá a missão de começar a resgatar o Haiti de 2010, ano em que o país também teve de enfrentar uma drástica epidemia de cólera. Cerca de um milhão de haitianos permanecem sem lar na capital Porto Príncipe.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tadjiquistão Extremamente pobre, carente de serviços públicos e controlado há anos pelo grupo político do ex-líder soviético Emomali Rahmon, o Tadjiquistão pode ter de lidar em 2011 com a presença massiva de guerrilhas que vêm lutando ao lado do Talibã na tumultuada região central da Ásia. O governo vem tentando lidar com ataques oriundos da fronteira sul afegã, mas pouco resultado foi obtido até agora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Paquistão O Paquistão ainda enfrenta a crise gerada pelas enchentes de 2010, que desalojaram 10 milhões de pessoas. Por outro lado, o crescimento de grupos insurgentes ligados ao Afeganistão vem espalhando violência por diversas cidades paquistanesas. E o governo, por sua vez, mostra dificuldades de lidar com estes desafios, à medida que se encontra dividido entre governantes fracos, impopulares, e um exército poderoso.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Somália Em 2011, a Somália deve seguir enfrentando o perigo da perda de controle de território para a insurgência islâmica. Atualmente governado por um grupo de transição apoiado pela União Europeia, o país permanece frágil e somente vem resistindo a ataques devido à ajuda provida pelas forças da União Africana. Um dos grupos insurgentes é o Al Shabab, que almeja a construção de um Estado muçulmano conservador e, no momento, trabalha para obter o controle da capital Mogadishu.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Líbano O Líbano pode ter um 2011 delicado. Um Tribunal Internacional deve julgar membros do Hezbollah acusados de tentar assassinar o ex-premiê libanês, Rafik Hariri, numa decisão que poderia causar uma onda de violência. A situação com Israel também é incerta: após a guerra de 2006, a relação entre ambos não é das mais fecundas e se teme um novo conflito. Na foto, bandeiras libanesas e iranianas são expostas na visita do presidente Mahmoud Ahmanidejad.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nigéria A Nigéria teve um 2010 tumultuado: o presidente morreu devido a problemas cardíacos; centenas de pessoas foram assassinadas, vítimas de violência entre muçulmanos e cristãos; e o petróleo foi palco de ataques e sequestros de rebeldes ao longo do delta do Níger. Esses serão os desafios com os quais o novo presidente, a ser eleito na primavera de 2011, terá de lidar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Guiné A Guiné teve seu presidente assassinado em 2008. O episódio forçou a formação de uma junta militar, que, embora bem recebida, se mostrou inapto a governar depois de assassinar 150 manifestantes que realizavam um protesto pacífico. A junta convocou eleições, e, em dezembro de 2010, o país comemorou a posse do primeiro presidente eleito democraticamente, Alpha Condé. Em 2011, ele terá pela frente o desafio de manter a paz na Guiné e reorganizar as riquezas do país.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;República Democrática do Congo Anos após a Segunda Guerra do Congo (1998-2003), durante a qual 4,5 milhões morreram, a República Democrática do Congo segue um foco de tensão, por trás da qual reside a chamada &amp;quot;maldição dos recursos&amp;quot;: a busca pelo controle do ouro, do cobalto e diversos outros minerais que abundam no país. Nenhum dos atores em jogo parece ter poder suficiente para controlar o país, mas todos parecem ter recursos para seguir tentando.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;FONTE: TERRA</description>
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